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| III Motocross de Augustinópolis |
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| Baile de Formatura - Enfermagem FABIC |
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| XI Arriá du Centu du Ogustu |
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João Palmeira: Manifestação pela paralização das obras da barragem de Estreito |
João Palmeira Jr.
Membro da alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA/TO);
Militante do Movimento pela Preservação dos Rios Tocantins e Araguaia (MPTA) |
Vida sim! Barragem não ! Nessa segunda-feira, por volta das 8 horas diversos grupos sociais, indígenas, camponeses, ribeirinhos, organizações de apoio, vindos de diferentes municípios dos Estados do Tocantins e do Maranhão acamparam em frente a área de instalação do canteiro de obras do consorcio energético Ceste, donde saíram em uma grande caminhada pela cidade de estreito e terminando com a ocupação da ponte sobre o rio Tocantins, denominada de Juscelino Kubtschek e que faz divisa do Maranhão com o Tocantins, interrompendo a passagem de veículos nos dois sentidos.
Nesta mobilização participaram mais de 3 mil pessoas, com destaque para o envolvimento da população local da cidade de estreito que paravam e manifestavam seu apoio a este grande movimento pela paralisação das obras de instalação. Mesmo com o sol causticante muitos permaneceram durante todo o dia manifestando sua indignação pelo descaso do Ibama, das autoridades governamentais, do judiciário e do consorcio de energia Ceste.
As diferentes vozes dos povos impactados e ali reunidos reivindicam a imediata presença do ministério publico para expor a sua pauta de reivindicação. Acontecendo somente na parte da tarde com a chegada da cidade de Imperatriz de um grupo de procuradores do ministério público federal e do Estado do maranhão. Alguns representantes dos povos indígenas e dos camponeses expuseram seus pontos de reivindicações, sendo eles: 1) revogação imediata da licença de instalação fornecida pelo Ibama; 2) criação de um fórum de discussão sobre a problemática da obra; 3) Agilidade na decisão das ações cíveis públicas impetradas na justiça, e 4) estudos integrado das usinas na bacia do Tocantins. A representante do ministério publico federal esclareceu para todos(as) ali presentes seu papel e as providencias tomadas pelos mesmos. Após um longo processo de discussão foi acertado a desobstrução da ponte e BR 010 por volta das 19 horas com garantia de retorno em segurança dos manifestantes até a área do acampamento.
Nesta terça-feira, após uma longa noite chuvosa os ânimos de resistências permaneceram inalterados, sendo logo cedo realizado uma grande assembléia para tomadas de decisões e de animação coletiva, todos(as) os povos e organizações ali representados via campesina, MAB, MST, PJR, CPT, APA-TO, CIMI, CTI, Povo Krahô, Apinajé, Krikati e Gavião colocaram sua vontade de resistirem até o final, de serem ouvidos pelos autoridades que decidem a respeitos da revogação da obra da barragem de Estreito. Ainda hoje é aguardado a vinda de um representante da Funai para um dialogo com os indígenas e os camponeses.
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