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| XI Arriá du Centu du Ogustu |
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Estado aposta na fruticultura |
Samuel Lima/Palmas |
A fruticultura no Tocantins, em 2010, será um dos pilares da economia, assim como são hoje a pecuária e a produção de grãos. A afirmativa é do secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Sahium, enfatizando que, segundo as metas estabelecidas no Plano Plurianual (PPA) referentes à fruticultura no Estado, a produção chegará a 600 mil toneladas/ano, abrangendo 30 mil hectares e gerando 150 mil empregos. “E estamos dentro do cronograma para cumprimento destas metas”, frisou o secretário. Hoje a produção de frutas no Tocantins é de 200 mil toneladas por ano em 12,2 mil hectares, segundo Sahium.
Destacando as produções de alguns municípios, Sahium frisou que o Estado tem plenas condições de se tornar um grande produtor. “O processo passa pelo aproveitamento hidroagrícola, com a execução de projetos de irrigação”, disse o secretário, referindo-se aos projetos Gurita (Itapiratins), São João (Porto Nacional), Propertins (região Sudeste - Porto Alegre, Dianópolis, Almas), Javaés (região de Formoso do Araguaia) e Sampaio (Extremo Norte - Sampaio, Carrasco Bonito, Augustinópolis). Ele destacou que o Tocantins tem condições privilegiada de clima e solo para a cultura de frutas, fato que já está atraindo investidores de fora do Tocantins, interessados em produzir devido às condições.
Pólos e ilhas
Sahium explicou ainda que atualmente no Estado há poucos pólos de produção na fruticultura. “Temos em Miracema a questão do abacaxi e na região de Formoso e Lagoa da Confusão com a melancia e o melão. Podemos considerar uma região pólo em fruticultura quando essa atividade tem a predominância econômica (renda e emprego) e social”, explicou o secretário.
O trabalho do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), segundo Sahium, foi importante para o crescimento da fruticultura. “Foi através de unidades demonstrativas do Ruraltins que nasceram algumas das ilhas de fruticultura que temos hoje. Mais tarde estas ilhas se tornarão pólos”, disse o secretário.
Ainda segundo ele, há hoje no Tocantins diversas regiões que podem ser consideradas “ilhas” de fruticultura, ou seja, a produção é boa, mas ainda não predomina ante as demais. “Em várias dessas cidades ainda tem-se a pecuária extensiva como a principal atividade, ou a agricultura, com monoculturas como a da soja, por exemplo”, disse, explicando ainda que para que uma região se torne um pólo, é necessário analisar vários aspectos, não apenas o econômico. “Dizer só que uma determinada cultura ocupa ´x´ espaço não resolve. É preciso que essa produção redunde em benefício para as comunidades onde está inserida”, argumenta.
Para Sahium, o trabalho rumo à consolidação do Estado como produtor de frutas passa pelo fomento para que essas “ilhas” cresçam e se tornem pólos geradores de renda, ocupação e bem-estar social. “E isto está acontecendo como previsto no Plano Plurianual”, enfatizou Sahium.
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