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XI Arriá du Centu du Ogustu
 

Não há vírgula entre sujeito e predicado

Por Thaís Nicoleti de Camargo

"A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda, informou que o dia e o horário da audiência ainda não estão confirmados."

O fragmento acima reproduzido foi extraído de notícia relativa à nova ida do ministro Palocci à Câmara para prestar esclarecimentos à comissão especial que analisa a Proposta de Emenda Constitucional sobre o desenvolvimento do ensino fundamental.

O deslize gramatical do redator está no uso de uma vírgula entre o sujeito e o predicado da oração. Entende-se por "sujeito" da oração a expressão que representa aquele ou aquilo de que se fala. Na prática, para encontrar o sujeito de uma oração, "pergunta-se" ao verbo "quem?" ou "quê?". A resposta a uma dessas perguntas será o que se chama, na análise sintática, de "sujeito" da oração.

O predicado, por sua vez, é aquilo que se declara sobre o sujeito. Uma oração é composta de sujeito e predicado.

É princípio da pontuação não empregar vírgulas entre o sujeito e o predicado nem entre termos complementares (verbo e objetos, nome e complementos ou adjuntos adnominais).

Observe frases como as seguintes:"Quem viver verá", "Quem ama educa", "Quem tudo quer tudo perde". "Quem viver", "Quem ama" e "Quem tudo quer" exercem a função de sujeito, respectivamente, de "verá", "educa" e "tudo perde". Daí não haver vírgula nesses períodos.

Veja, abaixo, o texto corrigido:

A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou que o dia e o horário da audiência ainda não estão confirmados.

 

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