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| Sexta-Feira, 10/09/2010 |
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A cidade tocantinense de Araguanã, a 476 quilômetros de Palmas, na região Norte do Estado, é a quinta mais devastada da Amazônia. As informações são de um estudo inédito realizado pelo pesquisador José Maria Cardoso da Silva, da Organização Não-Governamental Conservação Internacional. Para chegar ao resultado do estudo, Silva pesquisou 57 municípios da Amazônia. O desmatamento no Estado, será lembrado e discutido hoje, Dia da Árvore, por órgãos e ONGs ambientais de todo o Estado. Segundo o estudo, que relata as dez mais devastadas, a cidade com maior quantidade de desmatamento é Bonito, no Pará, seguida de Mãe do Rio, também no PA, e São Francisco do Brejão e Senador La Roccque, ambas no Maranhão. De acordo com o estudo, além de danos ao meio ambiente, depois da exploração predatória, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cai nos municípios. O índice considerado satisfatório pela Organização das Nações Unidas (ONU) é 0,800. Em Araguanã, esse índice é igual a 0,677, de acordo com dados de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). NATURATINS Segundo a Coordenadoria de Ordenamento Florestal do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), este ano, nos nove primeiros meses, o órgão autorizou desmatamento em 3.172,86 hectares, em 17 municípios do Estado. Araguanã não está entre essas cidades. Os dois municípios com mais áreas desmatadas (através das autorizações), de acordo com o órgão, são Campos Lindos e Rio Sono. Ainda conforme o Naturatins, a maioria da solicitação para desmatamento por proprietários de terras junto ao Naturatins ocorreu com a finalidade de preparar campos, principalmente, para agricultura, como no caso do preparo da terra para o plantio de soja. No Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), de 1º de janeiro de 2002 até 31 de agosto deste ano, 445.404 hectares já foram desmatados sob a orientação do órgão, num total de 3.046 autorizações feitas. Mas a vegetação do Estado também sofre com as queimadas, comuns nesta época do ano. Muitas vezes, as queimadas são utilizadas por agricultores para preparar a terra para o plantio. COMEMORAÇÃO O Dia da Árvore será lembrado hoje com uma missa matinal, que será celebrada às 9 horas, no Naturatins. Logo após haverá plantio de muda. A Secretaria Municipal do Turismo e Meio Ambiente de Palmas realizará dinâmicas com alunos das redes municipais no Parque Cesamar e no módulo do projeto Amigos do Meio Ambiente (AMA) da região Norte da Capital. Na ocasião, técnicos da secretaria realizarão plantio de mudas nativas, como Ipê, Fava de Bolota, e árvores frutíferas, além de reforçar a preservação da natureza aos estudantes. Segundo a diretora de Meio Ambiente da Secretaria, Maria Antônia Valadares, está programado para o final do próximo mês um grande evento que deverá realizar o plantio de 250 mil mudas nativas em toda a Capital. Segundo Maria Antônia, também será iniciado um trabalho de recuperação da mata ciliar dos córregos da Capital. Segundo o analista ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Sandoval Santos Queiroz, no Tocantins, existem espécies protegidas de corte, como o pequi, gonçalo alves, aroeira e, ainda sem legislação, a fava de bolota, que é árvore símbolo do Estado. Queiroz afirmou também que, em fevereiro deste ano, o Ibama e Naturatins assinaram um termo de cooperação técnica em que o desmatamento de áreas de 15 hectares seria feita pelo Estado e as acima de 100 pelo Ibama.
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