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| Terça-Feira, 07/09/2010 |
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\"Aftosa: esta doença não pode voltar". Com este slogan, a segunda etapa de vacinação contra febre aftosa no Tocantins foi aberta oficialmente, neste sábado, 5. A solenidade, que reuniu produtores e autoridades de toda a região do Bico do Papagaio, foi realizada na Fazenda Crepúsculo, no município de Araguatins. Ao enumerar as medidas adotadas pelo governo do Estado para resguardar a sanidade do rebanho tocantinense, o presidente da Adapec - Agência de Defesa Agropecuária do Estado, Felipe Nauar Chaves, que na ocasião representou o governador Marcelo Miranda (PMDB), ressaltou os índices de vacinação alcançados pelo Estado, bem como a administração municipalista pela qual o atual governo vem se pautando, sobretudo, sem medir esforços para apoiar a classe agropecuária. "Temos um governador empenhado em garantir que o nosso maior patrimônio, que é a agropecuária, não sofra prejuízos", destacou Nauar. Ao lembrar dos 98,44%, índice de vacinação espontânea atingido na primeira etapa de vacinação, Felipe Nauar enfatizou que a expectativa é de que o índice desta etapa seja ainda melhor. "Os produtores devem estar conscientes que, para que essa doença não volte, é necessário que todos dêem sua parcela de contribuição, inclusive, auxiliando a Adapec na fiscalização", reforçou o presidente. Para o prefeito de Araguatins, Rocha Miranda, a realização da abertura oficial naquele município foi uma motivação a mais para que os produtores da Região Norte do Estado se empenhem na luta contra a febre aftosa. "Queremos que o Tocantins continue livre desse mal que afeta a todos", destacou o prefeito. Para os produtores rurais Rubens Marcos da Fonseca e José Osvaldo dos Santos, pecuaristas há 20 anos, o momento pelo qual a pecuária brasileira vem passando serviu de alerta para uma maior conscientização, por parte do produtor, da necessidade de vacinar seu rebanho. Parceria Durante a solenidade, a Agência de Defesa Agropecuária e a Vallée/SA celebraram um Termo de Cooperação Técnica. A parceria entre as partes tem como objetivo a continuidade do desenvolvimento da educação sanitária no Estado, em especial no controle da raiva, no apoio à manutenção do status de zona livre de febre aftosa com vacinação e no oferecimento de apoio logístico para a realização de cursos e treinamentos proporcionados aos servidores da Adapec. Campanha O período de vacinação, que iniciou no dia 1º de novembro, vai até o dia 30 do mesmo mês. A expectativa da Adapec é superar o índice alcançado na primeira etapa da campanha, realizada em maio, imunizando 7.631.915 de um total de 7.752.574 cabeças de gado. A vacinação é obrigatória para todos bovinos e bubalinos. Após a aplicação da vacina, o produtor tem até dez dias para comunicar ao escritório local da Adapec a vacinação, apresentando a nota fiscal da compra da vacina e a carta-aviso. Embora o produtor tocantinense já esteja habituado com essa prática, vale destacar que o descumprimento da lei acarretará ao proprietário multa no valor de R$ 5,32, por cabeça não vacinada. Os produtores que vacinarem o rebanho e deixarem de comprovar a imunização também serão penalizados. Para estes, a multa é de R$ 127,69, por propriedade. Trânsito A partir desta quinta-feira, 10, os escritórios da Adapec só emitirão as GTAs (Guias de Trânsito Animal) para animais já vacinados nesta campanha. O produtor também deve ficar atento quanto aos prazos mínimos para o transporte dos animais após a vacinação. Para os animais primovacinados, ou seja, que foram vacinados pela primeira vez, há um período de carência de 15 dias. Para os demais, o prazo é de sete dias. Se o gado for pego em trânsito sem a GTA, os animais serão apreendidos. A multa pela ausência da guia é de R$ 42,56, por cabeça. Medidas Com o objetivo de resguardar o rebanho tocantinense, mantendo sua excelente condição sanitária, o governo estadual adotou medidas para evitar a entrada do vírus da febre aftosa no Estado, dentre elas, a de reforçar o serviço de fiscalização nas barreiras e determinar que seja ampliada a vacinação estratégica nas propriedades localizadas nos municípios que fazem divisa com os estados do Maranhão, Piauí e Pará. Também foi necessário proibir o ingresso, no Estado, de animais, produtos e subprodutos de origem animal oriundos do Mato Grosso do Sul e Paraná, e, ainda, a participação de animais de todos os estados brasileiros em eventos agropecuários realizados no Tocantins. Vale lembrar que no Tocantins, há oito anos, não é registrado nenhum caso de febre aftosa, e os índices de vacinação que vêm sendo obtidos no Estado ultrapassam a margem satisfatória recomendada pelo OIE - Escritório Internacional de Epizootias, que é de 90%. |
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