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| Terça-Feira, 07/09/2010 |
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O número de casos de aids vem aumentando de forma assustadora em todo o mundo. Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, em 2005, em todo o mundo, foram infectadas 4,9 milhões de pessoas, o maior número de ocorrências da doença desde a sua origem em 1981. A informação é preocupante, sobretudo, com incidência em indivíduos que antes não se percebiam como parte de um grupo de risco, como os idosos. No Tocantins, a estatística ainda não está totalmente comprovada, mas os primeiros registros já preocupam. São 54 casos da doença na população com mais de 50 anos de idade, desde o primeiro caso em 1991. Em 2004 foram registrados cinco casos novos e este ano já são oito. A gerente técnica do Programa Estadual de DST/Aids, a psicóloga Marlúcia Barcelos, associa a incidência da síndrome nesta faixa etária a nova realidade de vida da população, levando em conta a ampliação da vida sexual ativa de homens e mulheres. De acordo com a gerente, esta nova realidade está relacionada, em grande parte, ao aumento da expectativa de vida e também a adventos com os remédio estimulantes sexuais. “A vivência da sexualidade está ligada à cultura e antigamente os homens não eram educados a usados o preservativo, a não ser com prostitutas, e por isso percebemos uma maior resistência ao uso do preservativo, o que pode acarretar na infecção de várias doenças, como a própria aids”, explica. A responsável pela área técnica do programa municipal de saúde, Mônica Bandeira, enfatiza o grave problema que é a aids na terceira idade. “É uma situação mais complicada, devido a necessidade de tratamento diferenciado, pois além das infecção HIV, o organismo apresenta as próprias fragilidades da velhice”, destaca. Incidência A aids se alastra com bastante intensidade em Palmas, com a incidência de dez casos novos para cada grupo de 100 mil pessoas, enquanto este índice para a região Norte é de seis novos casos para grupo de 100 mil pessoas. No Tocantins, o conceito de interiorização da doença se confirma com o registro de pelo menos um caso de Aids em 66% dos municípios do Estado. Outro aspecto importante é a pauperização da doença, que é percebida através do conceito de vulnerabilidade social da população, como a baixa escolaridade, por exemplo. Freqüência por ano 1989 - 1 1990 - 7 1991 - 4 1992 - 4 1993 - 13 1994 - 12 1995 - 13 1996 - 20 1997 - 32 1998 - 47 1999 - 60 2000 - 52 2001 - 122 2002 - 112 2003 - 119 2004 - 104 2005 - 58 |
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