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| Sexta-Feira, 10/09/2010 |
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GUAIAQUIL - María Esther Heredia Capovilla, uma equatoriana de 116 anos de idade que foi considerada pelo "Guinness - O Livro dos Recordes" a mulher mais velha do mundo, agradece sua longevidade ao leite de burra e ao vinho. A anciã mora em um elegante bairro ao norte de Guaiaquil, no Equador, com seu segundo marido, Martín Icaza, e tem três filhos (além de dois que morreram), 11 netos, 20 bisnetos e dois tataranetos. Segundo uma de suas filhas, María Esther assumiu o posto de mulher mais velha do mundo com muita alegria e vaidade. Aos 116 anos - ela nasceu em 14 de setembro de 1889 - María Esther não usa bengala e adora ver televisão. Lúcida, ela mantinha uma vida social ativa, adorava ir a festas e fazer viagens. - Ela está em perfeitas condições de saúde, melhor que muita gente. Não sente dores, não sofre do coração, não tem incontinência urinária e não precisa de cadeira de rodas. Às vezes, reclama de cãibras nas pernas e, quando está muito cansada, pede que alguém lhe segure o braço para ajudar a caminhar - contou Hilda, uma das filhas. - Ela come sozinha e lê todas as manchetes do jornal, as letras muito pequenas ela não enxerga bem - completou Hilda. Mas, afinal, qual a receita para esta vida tão longa? O leite de burra que ela bebeu durante anos, que vinha da fazenda de uma de suas tias, e o vinho que seu primeiro marido, o austríaco Antonio Capovilla Oliva, sabia degustar com moderação e que influenciou a dieta de María Esther. - Quando era jovem, ela teve um problema de saúde e foi passar uns tempos na fazenda de sua tia Francisca. Ela também passava as férias lá, onde adorava beber o leite de burra recém-ordenhado - contou Hilda. - E seu primeiro marido, como um bom europeu, gostava de beber vinho após as refeições e minha mãe adotou esse costume. Os hábitos alimentares, na opinião de Hilda, parecem ter ajudado a alongar a vida de María Esther. Hilda lamenta que estes hábitos não tenham sido incorporados pelas outras gerações da família e serve, em sua casa, leite de cabra, já que não encontra o de burra nos mercados. |
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