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| Sexta-Feira, 10/09/2010 |
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Com isso, sobe para 14 o número de vítimas de uma doença ainda desconhecida. Uma equipe médica de Brasília viajou para a aldeia, sob protesto dos líderes indígenas, que acham que o socorro está seguindo tarde demais. Em um ano, 14 crianças morreram na reserva indígena Apinajé, que fica a 600 quilômetros de Palmas. Neste mês o problema se agravou. Foram seis mortes nas últimas duas semanas. A doença ainda é desconhecida. Os índios estão assustados. "Eu não quero ver mais gente morto (sic) dentro da minha família", diz a lavradora Luzia Apinajé. Segundo informações da Funai, 60 crianças estão doentes. Todas apresentam os mesmo sintomas. Rosilda Apinajé descreve os sintomas: diarréia, febre e gripe. A suspeita é que o problema esteja na água consumida pelos índios. Técnicos da companhia de saneamento do Tocantins recolheram amostras da água. O resultado da análise sai na segunda-feira. Segundo os índios, há dois meses não há atendimento médico na aldeia. Nesta quarta-feira a Fundação Nacional de Saúde informou que enviou uma equipe de médicos de Brasília para começar a atender já a partir de amanhã os doentes na Reserva Apinajé. O coordenador da Funasa no Tocantins reclama da dificuldade para encontrar profissionais. Carlos Patrocínio, coordenador regional da Funasa no Tocantis, explica que "é uma área grande, com várias aldeias, às vezes o médico passa mais de um mês sem ir numa aldeia. Nós precisamos de mais médicos pra ser contratado. É difícil encontrar médico pra isso". Para Ivan Guarani, presidente da organização indígena do Tocantins, "é inadmissível isso, esperar que crianças morram para depois vir tomar as providências". Na aldeia os índios continuam preocupados. Este homem perdeu uma filha de três anos e há outros com a doença. Pedro Apinajé, um outro lavrador da aldeia, perdeu uma filha de três anos, tem outros filhos com a doença e torce para que isso não aconteça novamente com ele. |
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