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Morre oitava criança da reserva em um mês

Joselita Matos/JT

Morre a décima sétima criança na reserva apinajé, no prazo de um ano; a oitava em um mês. A pequena Rebeca Apinajé, de apenas quatro meses, morreu no último sábado à tarde, no Hospital e Maternidade Dom Orione, depois de ficar cinco dias internada, com pneumonia. Mais onze estão internadas com sintomas que variam entre febre, gripe, tosse, disenteria, desidratação e pneumonia; oito estão internadas no Hospital Municipal de Tocantinópolis e três estão em Araguaína.

A preocupação agora da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) do Tocantins é saber o motivo dessas crianças não conseguir responder ao tratamento médico que é aplicado. De acordo com o coordenador regional da Funasa, Carlos do Patrocínio da Silveira, duas hipóteses foram levantadas pelo órgão: a baixa resistência dos índios ou alguma bactéria, ou vírus que afeta as pessoas, principalmente, as crianças na reserva indígena.

Segundo o coordenador do órgão, a maioria das crianças, que estão sendo internadas agora nas unidades hospitalares, apresenta quadro parecido de infecção respiratória ou até mesmo pneumonia.Patrocínio comentou que nesse período de chuva sempre há um aumento de incidência desses casos na região.

A Funasa tem realizado ações para combater e erradicar a mortalidade infantil. De acordo com o coordenador um dos médicos que está na reserva desde a última semana, já trabalhou em Dourados (MS) junto aqueles índios que apresentavam um quadro de desnutrição alarmante.”Uma pessoa experiente nesse assunto e que deverá, junto com toda a equipe, composta de 14 técnicos em enfermagem e dois enfermeiros, além de outro médico, resolver os problemas que afligem as aldeias da reserva apinajé”.

VACINA

O coordenador da Funasa declarou ainda que o órgão deverá receber nos próximos dias uma vacina pentavalente, conhecida como “rotavírus”, para imunizar as crianças no local, de várias doenças que atacam nesse período chuvoso. “O índio é menos resistente que o branco, talvez seja esse um dos motivos dessas doenças. Mas nós prestamos atenção básica de saúde e respeitando a questão cultural dos índios”, completou.

Silveira finaliza que a equipe que está na reserva elabora um relatório diário de todos os procedimentos feitos na reserva. Ainda segundo o coordenador, a expectativa da Funasa é contratar mais agentes para trabalharem nas aldeias e também implantar postos de saúde naquelas aldeias onde ainda não tem um posto de saúde.

 

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