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Ações da Funasa no Norte são questionadas |
Joselita Matos/JT |
Conselho Indigenista faz denúncias e questiona ação da FunasaO Conselho Indigenista Missionário (Cimi) faz sérias denúncias contra aFundação Nacional de Saúde (Funasa) no Tocantins. De acordo com orepresentante do Conselho, José Barcelos dos Santos, foram protocoladas noMinistério Público Federal (MPF) desde 2001, denúncias informando sobre osrecursos que foram destinados para a construção de 80 banheiros na aldeiaSão José, e também em outras aldeias da Reserva Apinajé que tinham um projeto pronto, mas as obras não foram feitas.
Outra denúncia apontada seria a vinda de recursos para o pagamento do salário de um médico que prestaria assistência nas aldeias da reserva apinajé, mas durante dez meses o profissional não apareceu no local. De acordo com Santos, a Funasa tem que assumir o seu papel na assistência ao índio na questão da saúde, não jogando a culpa na questão cultural do povo indígena. No prazo de um ano, 17 crianças, entre zero e cinco anos, morreram na reserva apresentado vários sintomas, como diarréia, vômito, febre, gripe e pneumonia. Oito em apenas um mês.
Outro questionamento levantado pelo agente indigenista seria natransparência das ações da Funasa em repassar essas informações para ospróprios índios. De acordo com Santos, até agora o órgão não divulgounenhuma causa provável das doenças que estão acometendo os índios e tambémem esclarecer para eles o que está sendo desenvolvido pela Fundação parasolucionar todo o problema da mortalidade infantil.
Funai
Sobre a ação da “força-tarefa” da Funasa que está trabalhando na reservaapinajé, Santos afirma que os trabalhos são lentos, que deveria ter umamaior agilidade, até mesmo na cobrança dos resultados dos exames feito nosíndios. O agente indigenista garantiu que volta para a reserva apinajé na próxima segunda-feira, para acompanhar de perto toda essa problemática dos índios, e cobrou também uma resposta da Fundação Nacional de Apoio ao Índio (Funai), pois até o momento não se pronunciou sobre o caso.
Disse ainda que não há transporte para levar os índios até uma unidade hospitalar. Segundo o agente indigenista, na aldeia Cachoeira, na reserva krahô, localizada próximo ao município de Itacajá, houve a morte de uma mãe que teve uma hemorragia. Uma carro da Funasa foi solicitado para levá-la até o hospital, por volta das 17 horas do dia 27 de janeiro, mas o veículo não foi até a aldeia. Segundo ele, por volta das cinco horas damanhã do dia 28, a mulher veio a falecer. “Depois de 500 anos os índios são tratados como estrangeiros em sua própria terra. Tem que respeitar esensibilizar a ação de apoio ao índio”, completou.
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